No escuro, com alguém que eu não conheço, não! One night stands e dedinhos no cú não combinam. Especialmente por ser uma coisa fugaz, mal pensada e muitas vezes obra do acaso.
No entanto, não sou contra. Uma relação já estabelecida, mesmo que recente, passa pela descoberta dos limites, dos gostos, das vontades e das necessidades. O meu limite é mesmo esse. Um dedinho no cu. Dois é capaz de ser demais. Até porque já tive experiências com objectos no meu cu, nomeadamente um clister de água quando fui operado ao cóccis e uma palpação rectal não muito meiga quando o meu intestino "parou" no seguimento de pedras nos rins. Por isso mesmo tenho a certeza de que não sou gay!
Com a gaja, inclusivamente, já aconteceu. De um lado e do outro. Nunca fui um fã absoluto do sexo anal. Posso não ser excepcionalmente abonado em comprimento mas o meu pau é grosso, o que provoca alguma mossa. Há lubrificantes, é certo, mas nunca me puxou para aí. Rabo para mim, é essencialmente para apalpar, dar palmadas e meter um dedinho aquando do sexo oral. E a gaja gosta... É meio caminho andado para um orgasmo mais rápido e também mais potente.
A minha experiência com dedos no rabo começou à volta dos 20 anos. Quando a miúda me estava a chupar, meteu um dedinho lá nos arredores e eu fiquei tenso. No entanto, não disse nada. Estava a saber bem na boca dela e não quis estragar. Quando me estava quase a vir, ela voltou à carga e quando dei por mim o dedo dela estava a brincar no olho. Quando me estava a vir ela meteu o dedo devagarinho e senti todo um arrepio a percorrer-me de cima abaixo. Depois disso ainda andámos uns meses e de vez em quando ela fazia o mesmo. Um dia disse-lhe que gostava mesmo daquilo. E ela riu-se e disse que eu ainda a trocava por um homem. Não aconteceu...
Desde então, só duas mulheres o fizeram. E agora a gaja faz três. Sempre no sexo oral, que é quando sabe melhor. Sempre quando me estou quase a vir, para o orgasmo ser mais potente. Sempre comigo a pedir, porque sei que me sabe bem e porque confio na pessoa.